sexta-feira, 16 de julho de 2010

Na sociedade atual cada vez mais discutimos sobre a qualidade da educação, perpassando por vários temas, como a organização curricular, a qualificação do espaço, a formação dos profissionais da educação, entre outros, enfim integrando ensino e vida, integrando os sujeitos à pratica da autonomia de conhecimento.Neste texto pretendo apresentar a discussão da formação de educadores e educadoras na modalidade Educação a Distancia (EAD), e na qualificação deste profissional através das tecnologias.

Ao falar sobre formação inicial de educadoras e educadores, gostaria de citar a Conferencia Nacional de Educação(CONAE) que ocorreu neste ano de 2010 em Brasília e que apontou para uma Politica Nacional de Formação e Valorização de Profissionais em Educação no contexto do Eixo V, colocando que esta pode ser oferecida na modalidade de EAD ( pg 83) e que inclusive deve contar com a participação dos conselhos estaduais e municipais de educação, o que na minha opinião foi um avanço.

Vemos uma tendência de alguns especialistas da educação, que ao longo dos tempos vieram fazendo uma critica aos currículos dos cursos presenciais colocando de que se a formação presencial ainda não dá o suporte para o mercado de trabalho, que muito menos a formação a distancia o faria, mas ainda no documento final da CONAE, a direção é de que esta formação “deva ter por direção pedagógica a busca de uma formação de qualidade socialmente referenciada.” (pg 84), incluindo a formação direcionada ás novas tecnologias.

No contexto da formação de educadores, vejo nas professoras Nevado, Carvalho e Menezes (2005) uma tendência em buscar cada vez mais a qualificação do Ensino a Distancia, inclusive no que se refere a forma de como faze-lo, como quando apresentam as Arquiteturas Pedagógicas (AP) como suporte para qualificação deste “espaço”, colocando que propostas pedagógicas diferenciadas, surgem ao mesmo tempo que a expansão do ensino a distancia.

Como conceito das Arquiteturas pedagógicas, as autoras apresentam como

“uma combinação de estratégias,dinâmicas de grupo, softwares educacionais e ferramentas de apoio à cooperação,voltadas para o favorecimento da aprendizagem.” Nevado,Carvalho e Menezes in Menezes, Ferretti,Lindner e Lira, pg 2, 2006)


A experiência das Arquiteturas pedagógicas no PEAD, modificam a concepção do espaço de educar, onde somente a sala de aula era reconhecida, pois ao interagir com diversos objetos, os sujeitos da aprendizagem a constroem a partir de uma escolha da forma que melhor se dá para cada um e em espaços e tempos diversos.

Interação é a palavra que considero como centro para o desenvolvimento da aprendizagem, já que como é citado é o sujeito que ira determinar que direção tomar e criando uma determinação de tempo sua, alem de que as próprias autoras acima citadas salientam que é possível desenvolver as Arquiteturas Pedagógicas individualmente ou coletivamente, sendo que as duas formas se fazem necessárias.

Apresentando estratégias e formas de AP, temos como experiência a formulação e uso da Arquitetura de Construção Conceitual no Curso de Especialização “ Tutoria em EAD”, que foi direcionada para tutoras do Curso de Graduação - Licenciatura em Pedagogia (PEAD/FACED/UFRGS) e que na construção coletiva do conhecimento partiram de um determinado micromundo onde elaboraram conceitos amparados por uma rede de interações e com isto cada individuo revelou sua compreensão por determinados conceitos e identificando através do debate semelhanças e diferenças nas concepções utilizando recursos tecnológico como o PBWIKI, e para a interação entre os participantes o MSN, o Skype e o GoogleTalk.

Ainda falando sobre experiências, temos a Arquitetura - Compreensão Coletiva de Micromundos (Menezes, Ferretti,Lindner e Lira) que através de mundos virtuais e partindo de objetos materiais , verificaram os processos cognitivos em desenvolvimento e qual a extensão deles serem reproduzidos no formato digital, alem de criar um micromundo e a a arquitetura utilizando o método clinico que foi utilizada para a construção da aprendizagem do conceito de equilíbrio dos corpos extensos, onde cada sujeito criava suas possibilidades, e onde as ações do sujeito são registradas e podem ser analisadas posteriormente.

Podemos citar também como outros exemplos de arquiteturas como o estudo de caso, aprendizagem incidente, ação simulada e projetos de aprendizagem.
No próximo semestre estarei realizando meu estagio do PEAD da UFRGS e pretendo faze-lo na educação de jovens e adultos (EJA), isto me traz uma expectativa muito grande, inclusive por que muitas concepções e certezas que tenho hoje, vão ser experimentadas para ver se sustentam. Espero quebrar com muitas, espero aprender muito, experimentar muitas coisas, tanto porque sei que é assim que construímos o conhecimento, experimentando.
Sei que precisamos de criatividade, e buscar a EJA para estagiar, foi mais um desafio que me propus. Pretendo seguir o que colocam as professoras Menezes, Carvalho e Nevado, que as Arquiteteuras Pedagógicas pressupõem pedagogias aberta, capazes de acolher didáticas flexíveis, adaptáveis a diferentes enfoques temáticos.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
Reflexão a partir do artigo “Aplicando Arquiteturas Pedagógicas em
Objetos Digitais Interativos” de
Crediné Silva de Menezes
Cláudio Ferretti
Edson Luiz Lindner
Antonio Fonseca de Lira

Como base para o debate, os autiores do artigo em questão trazem o conceito de Arquiteturas Pedagógicas (AP) como “uma combinação de estratégias,dinâmicas de grupo, softwares educacionais e ferramentas de apoio à cooperação,voltadas para o favorecimento da aprendizagem.( Carvalho, Nevado e Menezes, 2005), colocando inclusive de que não há a necessidade de que uma AP utilize-se de tecnologia digital, a necessidade é de que ela sempre estará relacionada à um objeto de aprendizagem.
Nesta situação, os autores apresentam duas formas de Arquiteturas, uma coletiva e outra individual, apresentando a relação de que quanto mais complexo for o ambiente, maior a interação e a possibilidade de aprendizagem, pois esta situação requer que os sujeitos criem ações por parte deles e não dos objetos.
Apresentam o uso de softwares que possibilitem o estudo da realidade de uma forma mais complexa, o que permite “exercitar o pensamento analítico e compreender sistemas específicos... através de recortes denominados de micromundos.”

Arquitetura Compreensão Coletiva de Micromundos
Através de mundos virtuais e partindo de objetos materiais , verificaram quais processos cognitivos estão em desenvolvimento e qual a extensão deles serem reproduzidos no formato digital, alem de criar um micromundo com “possíveis lógicas inexistentes no mundo real e pedirão ao sujeito que o descreva”
Para efetivá-la criaram o micromundo no software Klik and Play; , e a partir da observação organizou-se os passos seguintes, indo para a construção das representações , refletindo sobre o desenvolvimento do processo e da própria aprendizagem.
Na observação apresentada pelos autores frente a esta AP apontam o desequilíbrio cognitivo pelas significações apresentadas com o trabalho do micromundo, contando com uma reflexão e registro das ações, que puderam ser analisadas no conjunto coletivo e individual servindo assim para a tomada de consciência frente ao micromundo que consideraram.
Já a arquitetura utilizando o método clinico foi utilizada para a construção da aprendizagem do conceito de equilíbrio dos corpos extensos, onde cada sujeito criava suas possibilidades, e onde as ações do sujeito são registradas e podem ser analisadas posteriormente.
Nesta perspectiva, com o registro por parte de tosdas ações que foram tomadas,pode-se observar o caminho deste sujeito para a finalização das suas concepções, possibilitando inclusive ao educador o acompanhamento deste processo.
Como considerações finais os autores trouxeram que seguindo esta abordagem de construção de objetos de aprendizagens , a proposta esta sintonizada com as praticas construtivistas e apresentam vantagens que foram observadas,como:
*No virtual existe a possibilidade de criar objetos de diversos níveis de interação,
tal como ocorre com os videogames, onde os jogos possuem vários graus de
dificuldade. Um mesmo objeto pode ser reconfigurado conforme as interações
de um estudante;
* Aos objetos digitais podem ser integrados agentes inteligentes que
desempenhem, de alguma forma, o papel de um assistente que poderia instigar a
exploração por parte do estudante;
* Objetos podem fazer os registros dos usos, por diferentes sujeitos, possibilitando
a criação de ferramentas de apoio à análise do professor e reflexão do estudante;

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Arquitetura Pedagógica para Construção Colaborativa de Conceituações
Rosane Aragón de Nevado, Maria Martha Dalpiaz, Crediné Silva de Menezes


Neste artigo as autoras trazem a experiência da elaboração e do uso de Arquitetura de Construção Conceitual no Curso de Especialização “ Tutoria em EAD” para tutoras do Curso de Graduação - Licenciatura em Pedagogia (PEAD/FACED/UFRGS).

Apresentam que levaram em conta variáveis que interferem no processo educativo, inclusive o distanciamento entre teoria e pratica. Devemos ressaltar que na pesquisa e planejamento é importante dizer que a teoria não deve estar afastada, mas sim aproximar-se cada vez mais para encontrar maior ressonância na prática, situando-se como um instrumento enriquecedor do trabalho, neste caso as tutoras, em especial neste caso para os conceitos de aprendizagem e desenvolvimento.

Construindo coletivamente o conhecimento partiram de um determinado micromundo onde elaboraram conceitos amparados por uma rede de interações e com isto a partir de que cada individuo revelou sua compreensao por determinados conceitos e identificaram atraves do debate semelhanças e diferenças nas concepções.

As autoras colocam que “O ponto culminante do processo é a reelaboração, ou seja, o processo coletivo de construção/ reconstrução conceitual que os sujeitos realizam nas suas interações interindividuais e nas suas interações com materiais textuais, modificando os significados do micromundo em questão.”

O delineamento inicial considerava os seguintes momentos:

a) Inventário dos conhecimentos prévios dos indivíduos;
b) Elaboração do quadro de concordâncias/discordâncias;
c) Estudos e debates;
d) Revisão do quadro de concordâncias/discordâncias;
e) Avaliação.


Há ainda a afirmação de que a avaliação é parte importante durante todo o processo para desenhar as próximas etapas e que ocorreu durante todo o processo supra citado.

Através dos quadros apresentados no artigo é possível visualizar o papel do educador, das educandas e as reflexões que serviram de suporte para as próximas etapas.

Primeiramente percebemos que o papel do educador na primeira fase foi de propor o ambiente de trabalho, onde as concepções de cada um foram postadas e tinham acesso a todas as dos colegas, já na segunda etapa sintetizaram as teses sobre aprendizagem e desenvolvimento, onde o papel do educador foi de auxiliar nesta síntese.

No decorrer, já na terceira etapa, o trabalho foi de elaborar um quadro de concordâncias e discordâncias que tinha como objetivo “Produzir reflexões sobre as “teses”, e testar a estabilidade das certezas (idéias atuais) gerando possíveis desequilíbrios cognitivos.”, na quarta etapa o momento foi de buscar estudos referentes as conceitos apresentadas anteriormente.
Chegando na quinta etapa, buscou-se o que haviam construído na etapa 3, reelaborando assim os quadros existentes.

Já na sexta e sétima etapa a prioridade foi da avaliação e reconstrução dos conceitos apresentados inicialmente, incluindo a auto-avaliação das educandas.

Para a construção desta arquitetura de conceitos, como das diferentes arquiteturas pedagógicas o recurso tecnológico é importantíssimo e no caso em questão destacou-se o uso de PBWIKI, e para a interação entre os participantes o MSN, o Skype e o GoogleTalk.

Para o suporte da arquitetura de Conceitos, esta sendo criado um ambiente que tem construção coletiva denominado Ambiente MOrFEU, um multi-organizador flexível de espaços virtuais.
Como considerações finais sobre esta arquitetura as educadoras trazem que ela “mostrou-se relevante como possibilidade estruturante de aprendizagens”, já que no decorrer do processo ela possibilitou a visão dos avanços através dos quadros onde foram registrados o percorrer da aprendizagem construída.




Educação a distancia


Primeiramente antes de colocar sobre o uso da tecnologia na Educação a Distância, gostaria de fazer algumas ponderações sobre a situação.

Neste momento em que vivemos a expansão dos EADs, vimos uma tendência de alguns especialistas da educação que ao longo dos tempos vieram fazendo uma critica aos currículos dos cursos presenciais colocando de que se a formação presencial ainda não dá o suporte para o mercado de trabalho, que muito menos a formação a distancia o faria.

Sobre o debate da necessidade de mudança curricular do ensino superior, e em especial os cursos da área da educação, coloco que não somente a teoria deve estar envolta neste debate, mas principalmente a conciliação entre teoria e a pratica o que na minha opinião deve sim ser ainda melhor debatido, pois vemos a cada dia milhares de pessoas saído da academia e indo para o mercado de trabalho sem condições de disputar com outras pessoas, por terem um conhecimento dito “inferior”. Não cabe mais e não temos mais tempo para a formação desvinculada da pratica, indiferente da área de atuação, pois conhecimento requer experimentação.

No âmbito das políticas sociais poderíamos debater que o Ensino a Distancia deu abertura para um numero maior de brasileiras e brasileiros terem a possibilidade de buscar uma formação, vemos também a disputa entre as universidades o que nos trouxe uma redução dos preços, alem do conveniamento que o governo federal possibilitou aos Estados e Municípios em formar as educadoras e educadores que já atuam na educação para buscarem uma formação, o que por si só já nos mostra o grande feito da formação a distancia.

No entanto, vejo nas professoras Nevado, Carvalho e Menezes uma tendência em buscar cada vez mais a qualificação do Ensino a Distancia, inclusive no que se dá ao debate na forma de como faze-lo, como quando apresentam as Arquiteturas Pedagógicas como suporte para qualificação deste “espaço”, colocando que Propostas Pedagogias diferenciadas, surgem ao mesmo tempo que a expansão do ensino a distancia.

A critica incial destas autoras se dá no distanciamento dos sujeitos para com os objetos da aprendizagem, pois não conseguem visualiza-lo, já que não o constroem,mas sim o reproduzem.
A busca deste debate é de colocar que a possibilidade de construir as aprendizagens , mesmo que em espaços distantes, educandos e educadores, compartilhando de novas ferramentas alcançam os objetivos que criaram em conjunto.Como mencionam

Uma escola ou um curso virtual de formação baseia-se no teletrabalho [Bianchetti 2001], tendendo a substituir a presença física pela participação na rede eletrônica e pelo uso de recursos (programas e materiais) que favoreçam a construção conjunta (Carvalho,Nevado e Menezes)

Neste artigo em especial, as autoras colocam a proposta de apoio nas teorias de Piaget e Paulo Freire para o debate desta concepção que traz como centro a incerteza e a duvida como propulsor de aprendizagens, pois “o conhecimento...nasce do movimento, da dúvida, da incerteza, da necessidade da busca de novas alternativas, do debate, da troca.”,alem de que o ensino a partir das tecnologias trata com o real, o que amplia também as possibilidades e caminhos que serão escolhidos pelos próprios sujeitos. Dentro desta perspectiva se coloca que a educação através das tecnologias devem favorecer a solução de problemas reais, para transformar informações em conhecimentos, para uma educação para a autoria, a expressão e a interlocução, para a investigação, para a criação de novidades, para a autonomia e para a cooperação.

O que poderia acarretar este debate na educação? Na minha opinõa,estamos indo de encontro com uma nova escola, o que nos levaria a construir a escola sobre a qual estamos debatendo a muito tempo, s escola que compreende, que inova e que alcança seu objetivo verdadeiro,que é a formação de cidadãs e cidadãos que se expressam na busca de seus direitos e de seus deveres dentro desta nova sociedade que surgirá.

domingo, 11 de julho de 2010

“Arquiteturas Pedagógicas”
Marie Jane Soares Carvalho (UFRGS)
Rosane Aragon de Nevado (UFRGS)
Crediné da Silva de Menezes (UFES)
As arquiteturas pegagógicas no contexto que apresento neste texto vão de encontro para a aprendizagem, utilizando como combinação “Pressupostos pedagógicos e curriculares,Educação a distância, Didáticas específicas, Software pedagógicos, Uso de computadores, Internet, Inteligência artificial e Concepção de Tempo e Espaço.”

Como já coloquei em postagem anterior versar sobre arquiteturas é poder se utilizar de vários caminhos, direções para a realização de algo, onde as escolhas e determinações de como faze-lo e como percorre-lo partem dos sujeitos da aprendizagem.

Para a ação dos educadores se tem como exigência a pesquisa, o registro e a sistematização ao planejar e avaliar as experiências da aprendizagem, além da necessidade de conhecer as ferramentas que utilizará, para que assim seja o condutor da curiosidade.

Podemos citar como exemplo de arquiteturas pedagógicas, estudo de caso, aprendizagem incidente, ação simulada e projetos de aprendizagem.

Na arquitetura de projetos de aprendizagem, o primeiro momento deve ser de seleção de uma curiosidade, o que as autoras chamam de “questão de investigação”, para a partir daí criar as suas certezas provisórias e suas duvidas temporárias e a partir daí parte-se para o processo investigatório.No PEAD, podemos citar que os utilizamos na interdisciplina do Seminário Integrador.

Na arquitetura de aprendizagem incidente que é “É aprendizagem que incide, sobrevém; superveniente”, neste caso a tarefa é baseada em conteúdos que podem ser pouco menos interessantes, com o objetivo de se ter um resultado esperado, pois podem estar inseridas para a aprendizagem de algo que faz parte de um “todo”, neste caso deve-se buscar situações em que o prazer esteja no uso do computador e da internet em atividades mais prazerosas e criativas, como no incio do PEAD em que realizamos uma “Trilha”.

Já a arquitetura de ação simulada, cria-se uma simulação para vivenciar algo real, utilizando-a quando o foco é fazer para aprender, com simulações que traduzem situações mais complexas e que requerem um maior comprometimento e maior saber “para que a experiência da simulação capture as dimensões complexas que envolvem o fato objetivo.”

Refletindo sobre o texto "Arquiteturas Pedagógicas no PEAD"

As autoras colocam como ideia para a educação o uso de arquiteturas pedagógicas, como “suportes” para aprendizagens baseadas no sujeito, no seu conhecimento e com base no seu contato com a “abordagem pedagógica, software, internet, inteligência artificial, educação a distância, concepção de tempo e espaço” (Nevado, Carvalho e Menezes), e a partir disto mostram como esta ocorrendo a sua utilização no PEAD.

A arquiteturas pedagógicas, modificam a aprendizagem da concepção de somente um espaço que tínhamos, a sala de aula, pois ao interagir com diversos objetos, os sujeitos da aprendizagem, a constroem a partir de uma escolha da forma que melhor se dá para cada um e em espaços e tempos diversos e o PEAD, na minha opinião tem sido o espaço de uma nova construção na área de formação em graduação de pedagogia.

Interação é a palavra que considero como centro para o desenvolvimento da aprendizagem, já que como é citado é o sujeito que ira determinar que direção tomar e criando uma determinação de tempo sua, alem de que as próprias autoras acima citadas salientam que é possível desenvolve-la individualmente ou coletivamente, sendo que as duas formas se fazem necessárias.

As autoras apresentam a interdisciplina de artes visuas, a de seminário integrador e a formação de tutoras como exemplos da utilização no PEAD de arquiteturas, mostrando com isto que elas tem“ permitido avançar na proposição de uma metodologia inovadora para a introdução das tecnologias da comunicação e informação no cotidiano escolar.”
Fonte: Nevado,Rosane Aragón de,Carvalho,Marie Jane Soares ,Menezes Crediné Silva de
"Arquiteturas Pedagógicas no PEAD"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ambientes virtuais de aprendizagem

Junto da chegada deste século XXI veio um dos maiores desafios na area educacional, o debate sobre o curriculo escolar.
Um curriculo que vai para além dos conteudos, além da estrutura escolar, mas vai sim em direção das relações sociais e da possibilidade de avanço na formação de sujeitos para e com o novo século, para um novo mundo.
Como é de perceber, para quem visita meu blog, que eu estou buscando a formação academica a partir da proposta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS em ensino a distancia- EAD, algo que tem se tornado focos de debate na educação superior, alguns favoraveis e muitos contrarios, pois ainda há o que podemos chamar de pré-conceito para a formação nesta modalidade.
Se no ensino superior ainda há este pré-conceito, o que podemos dizer da Educação Básica?
Costa e Magdalena no texto Revisitando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de web 2.0 apresentam as dificuldades e superações frente a este debate na formação de professores, utilizar ambientes virtuais para criar aprendizagem não é tarefa fácil, tarefa que requer primeiramente que a concepção de que educação se dá somente dentro da escola seja suprimida.

Internet em 2010

Muitas são as lembranças do meu tempo de criança, algumas brincadeiras na rua de casa, nas ruas proximas, como pega-pega, esconde-esconde, ouvir vinil ( o famoso disco), fita cassete e ir na locadora alugar uma fita de vídeo.


São lembranças da minha infancia e hoje quando falamos sobre a tecnologia dos 3 em 1, rádio, disco e fita daquele tempo as crianças nem conhecem.


Meus educandos e educandas da Educação Infantil são a geração web, a geração blue ray...dominam o uso do computador de uma forma que me deixa espantada.


Com tudo isto, o que nós educadoras estamos fazendo que não nos utilizamos destas ferramentas para ampliar o processo ensino-aprendizagem?


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

EJA

Educação de Jovens e Adultos significa garantir oportunidades àqueles que na idade mais adequada não tiveram acesso ou êxito nos espaços escolares. Historicamente, a escola funciona para aqueles que possuem uma maior predisposição para aprender.,os outros vão acumulando fracassos, obtendo rótulos.A escola possui uma função social, pois a aprendizagem só ocorre em meio a relações, e são essas relações que temos que contemplar.Relação da escola com a comunidade, bem como contemplar o aluno como um todo no processo ensino-aprendizagem. Nesse sentido, a reinvenção da prática de escola, principalmente com a Educação de Jovens e Adultos, com principio nos saberes anteriores destes sujeitos faz com que ocorra uma troca entre diferentes saberes. É do entrelaçamento promovido no diálogo do saber popular com os outros saberes que podemos chegar a um terceiro saber, como a afirmação de fato da cidadania.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

APRENDIZAGENS EM LIBRAS





SOBRE A SURDEZ...


Na interdisciplina de LIBRAS iniciamos os estudos sobre as pessoas surdas e o que mais me chamou a atenção foi encontrar ao visitar alguns sites que falavam sobre a surdez, a definição para pessoas surdas como “àquela que é portadora de surdez e que possui uma identidade, uma cultura, uma história e uma língua”.
Assisti ao filme "Meu nome é Jonas" proposto pela interdisciplina e não percebi uma mudança significativa ao que ocorreu com ele há 30 anos atras.
Ainda percebemos a grande dificuldade que é lidar com o diferente, mas se eu digo que eles possuem uma cultura, uma identidade, uma história e uma lingua, me questiono o porquê de não perceber as mudanças que ocorreram no decorrer destes anos.
Primeiramente porque a escola ainda é uma instituição que vem tentando quebrar seus muros,vem tentando desfazer paradigmas, mas não tão rapido quanto seria necessário.
E também porque a sociedade ainda reluta em aceitar o que não é padrão, e por isso o debate tão assiduo da questão da inclusão que é oferecer espaços, é acolher, é criar condições iguais de êxito para os desiguais, os diferentes.


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Este semestre uma das interdisciplinas do Pead versa sobre a Educação De Jovens e Adultos(EJA), e como leitura inicial tivemos o parecer 11/ 2000 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que trata sobre as diretizes Curriculares.
Para uma melhor orientação para com as diretizes o parecer apresenta também uma base historica da alfabetização e da propria EJA no país.
Sabe-se que ainda é um numero muito elevado de pessoas que não tiveram acesso a escola no periodo que aqui vou denominar como "adequado", mas a maior dificuldade ainda está em conseguir com que este jovem ou adulto que retornou a escola, lá permaneça até a conclusão. Ainda estou fazendo algumas leituras complementares,materiais que uma colega da EJA tem me enviado e tenho percebido que por mais que cada um traga dados ainda parece ser insuficiente os estudos sobre a permanencia dos adultos nas classes de alfabetização.Pontos que surgem são a caracterização destes educandos e da propria diretrizes da EJA, propostas pedagógicas, atendimentos...
Então, o questionamento após a leitura destes materiais é:
A pratica na EJA está fundamentada, compreendida, através da totalidade?
Quem atua com a EJA respeita(compreende) as condições de vida e meio social destes educandos?
A proposta que se apresenta vem de uma forma embasada no parecer?(Aqui falo diretamente de São Leopoldo)
Quais ações, politicas, estão sendo tomadas contra a evasão deste educando?
Bom, espero até o final deste semstre ter conseguido responder a estes questionamentos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O que andei visitando:

Site da Camara- Pec 277

Numero de alunos por turma
Mais sobre


FORPEI

FÓRUM EJA

INICIO DE SEMESTRE




Você deve ter percebido que este blog é meu portifólio de aprendizagens (leia sobre) e pouco o tenho utilizado durante os semestres do PEAD da UFRGS, melhor dizendo não o utilizo o quanto gostaria.

Tenho visitado alguns blogs, principalmente de amigos e me imprecionei com o numero maior de utilização deste "diario", para os mais diversos fins.

Deu vontade de retomar meu blog, principalmete depois das aulas iniciais deste semestre.

EJA e Didática foi uma noite maravilhosa na minha opinião.A Educação de jovens e Adultos sempre me atraiu e depois de ouvir a Dóris (vida nas sua fala) cresceu ainda mais a vontade de conhecer melhor.


fonte:imagem:poesiadiaria.wordpress.com

terça-feira, 11 de agosto de 2009

educação especial



EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
Vivemos num constante movimento na educação, mesmo que em passos lentos.Um destes casos é a discussão da educação inclusiva. Foi necessário que a Lei de Diretrizes e Bases- 9394/96 trouxesse as questões sobre Educação Especial para que novas possibilidades fossem discutidas na nossa sociedade.
Mas uma das minhas colocações, que não sao de agora e nem somente para este tema , é que não adianta leis se politicas publicas não são criadas e se realmente o debate da educação não ocorre no seu interior, com aqueles que fazem a educação e nos espaços escolares.
Sobre a educação de pessoas com necessiades educacionais especiais, o que mais ouvimos falar é de que os professores não se sentem preparados para isto.Me questiono, como não?
Sabe o que mais é necessário na minha opinião?Disposição!
Nós educadores precisamos nos dispor!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

AÇÃO



ESTAS SÃO AS CRIANÇAS COM QUAIS EU TRABALHEI E NAS QUAIS PENSEI MUITO, PRINCIPALMENTE PORQUE EM PSICOLOGIA DISCUTIMOS SOBRE EPISTEMOLOGIA GENÉTICA E PIAGET. DISCUSSÕES QUE FALAM SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM E DA MORAL.

ELES SÃO MARAVILHOSOS!!!

A ATIVIDADE QUE EXPUS NO TRABALHO CHAMADO "AÇÃO" FORAM ESTAS FIGURAS QUE DERAM AQUELAS MARAVILHOSAS CONTRIBUIÇÕES!!!

FILOSOFIA



Com base na leitura dos textos Sobre a Pedagogia (Introdução), de Kant






e Educação após Auschwitz, de Adorno analisei as seguintes questões para a interdisciplina de filosofia:
a) em cada um dos textos a relação entre os conceitos: disciplina e liberdade; educação e civilização;
b) a relação entre os conceitos acima mencionados é semelhante e/ou diferente em ambos os textos.
Esta foi das atividades que talvez mais tenha mexido comigo, mais como pessoa do que como educadora, pois ler sobre Auschwitz faz com que me lembre da maldade que é possivel ser realizada por seres humanos.
Ler os textos de Kant e Adorno me remeteram muito a questionamentos que permeiam meus pensamentos, principalmente no que se refere a crença na educação como possibilidade de mudança.
E além de ter procurado contemplar a atividade retornei a assistir um dos filmes que gosto muito, que é A LISTA DE SCHINDLER, junto com minha filha para que ela também compreenda o que ocorreu, além de vermos alguns videos do holocausto na internet.
Mudar a humanidade através da educação!!!COmo nunca pensamos nisso?Como as politicas não se direcionam para este objetivo?Como, com tanto recurso para a educação ela ainda está sucateada?Sei que são ironias minhas perguntas,mas é que penso;
O QUE VAI SER NECESSÁRIO OCORRER PARA QUE HAJA A MUDANÇA?

ANALISANDO APRENDIZAGENS

ANALISANDO APRENDIZAGENS
EM PSICOLOGIA TIVEMOS A PROPOSTA DE REFLETIR SOBRE NOSSAS CERTEZAS ANTERIORES AO CURSO DO PEAD RESPONDENDO ÀS QUESTÕES:
  • O QUE É, PARA VOCÊ, O CONHECIMENTO?
  • PARA VOCÊ, COMO OCORRE A APRENDIZAGEM?
  • CONSIDERANDO SUAS RESPOSTAS ANTERIORES, COMO DEVERIA SER, NA SUA OPINIÃO, O ENSINO NA ESCOLA?

PARA REFLETIR MELHOR SOBRE ESTAS QUESTÕES REALIZEI A LEITURA DO TEXTO "MODELOS PEDAGÓGICOS E MODELOS EPISTEMOLÓGICOS" DO PROF. FERNANDO BECKER

ESTA ATIVIDADE ME FEZ COMPREENDER QUE NÃO MUDARIA AS RESPOSTAS QUE FORAM POR MIM DADAS, POIS REALMENTE ACREDITO QUE SEJA NA RELAÇÃO DE “REFLETIR E AGIR SOBRE” QUE OCORRE A APRENDIZAGEM.

NESTE MOMENTO O QUE MAIS ME CHAMA A ATENÇÃO É DE QUE ESTE CONHECIMENTO EU FUI CONSTRUINDO COM O TEMPO E NÃO ATRAVÉS DA MINHA FORMAÇÃO NO MAGISTÉRIO, AO CONTRARIO O QUE ME FOI COLOCADO FOI DE QUE “NUNCA CHEGUE NA AULA MOSTRANDO OS DENTES,OS ALUNOS TEM QUE SABER QUE É VOCÊS QUE MANDAM’ ESSA FOI UMA FRASE CELEBRE DA MINHA PROFESSORA DE DIDÁTICA GERAL.ISSO MOSTRA QUE VAMOS CRIANDO NOSSAS CONCEPÇÕES FRENTE AOS CONHECIMENTOS QUE VAMOS ADQUIRINDO E FRENTE AO MODELOS QUE VAMOS QUESTIONANDO.

NÃO POSSO TAMBÉM QUERER QUE OS EDUCANDOS CRIEM UMA CONSCIÊNCIA DE QUE ELES PODEM MUDAR O MUNDO SE EU NADA FAÇO PARA ISSO, SERIA DISCURSO VAZIO, PRECISO TAMBÉM FAZER MINHA PARTE. ENTÃO A PARTIR DO MOMENTO QUE QUESTIONO A ESTRUTURA QUE A ESCOLA TEM, CONSTRUÍDA NESTES ANOS DE OPRESSÃO, PRECISO ME POSICIONAR FRENTE A ISTO. O MODELO DE QUE ENCONTRAMOS NO TEXTO DE PROFESSORES QUE REALIZAM UM DEBATE NO NÍVEL MACRO E DEPOIS NO MICRO REPRODUZEM AÇÕES DE OPRESSÃO É MUITO FREQÜENTE, SINTO-ME RODEADA POR ELE, MAS AI TAMBÉM ESTA A PEDAGOGIA RELACIONAL, É TAMBÉM MINHA TAREFA CONTRIBUIR PARA QUE ESTES COLEGAS PERCEBAM ESTE “FAZER” E É POR ISSO QUE ACABEI DIRECIONANDO MEU FAZER PARA ALÉM DA SALA DE AULA.

Visitando outros blogs


SEMINÁRIO INTEGRADOR
A PROPOSTA DO SEMINÁRIO INTEGRADOR NESTA RECUPERAÇÃO FOI QUE ESCOLHESSEMOS DOIS BLOGS DE COLEGAS PARA VISITAR E ANALISÁ-LOS, PRINCIPALMENTE NUMA PERSPECTIVA DE COMPARAÇÃO AO MEU BLOG.
PARA REALIZA-LA ESCOLHI OS BLOGS peadportifolio156857 E O BLOG peadportfolio164277.
PERCEBI VISITANDO ESTES BLOGS QUE AS COLEGAS POSTARAM ATIVIDADES DE TODAS AS INTERDISCIPLINAS, CONTEMPLANDO MAIS QUE EU A PROPOSTA DO PORTIFÓLIO.
POSSO TAMBÉM DIZER QUE OS BLOGS SE DIFERENCIAM DO MEU REFERENTE A SUA ESTRUTURA, O MEU ESTÁ MUITO MAIS DIRECIONADO PARA AS POSTAGENS, UTILIZANDO POUCO DOS OUTROS RECURSOS COMO OS LINKS QUE NO BLOG 156857 SÃO VÁRIOS, JÁ NO BLOG 164277, A COLEGA UTILIZOU CALENDÁRIO, IMAGENS E RELÓGIO, MAS MESMO ASSIM CONTEMPLAM A PROPOSTA DE POSTAGENS.
O BLOG HTTP://PEADPORTIFOLIO156857.BLOGSPOT.COM/ É UM BLOG DE UMA ESTUDANTE DO PEAD, ONDE FAZ REFLEXÕES ACERCA DE SUAS APRENDIZAGENS DURANTE O CURSO DE PEDAGOGIA, ELA O UTILIZA TRAZENDO COLOCAÇÕES NÃO SÓ PARA AS ATIVIDADES QUE DEVERIAM SER REALIZADAS, MAS TAMBÉM COMO O ESTUDO FEZ COM QUE REFLETISSE SOBRE SUA PRÓPRIA VIDA , COMO O QUE PODE SER PERCEBIDO NO TEXTO “DESENVOLVIMENTO COGNITIVO” ONDE FAZ UMA ANALISE SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO SEU FILHO, ALÉM DE TER POSTADO UMA OU MAIS ATIVIDADES EM TODOS OS MESES DESTE SEMESTRE.ALÉM DE QUE, TRAZ CITAÇÕES E REFERENCIAS AOS TEXTOS LIDOS, APRESENTANDO PONDERAÇÕES E OPINIÕES FRENTE A ESTES TEXTOS, ASSIM COMO MARCAÇÃO EM CADA POSTAGEM DA INTERDISCIPLINA A QUAL SE REFERE.
JÁ O BLOG
HTTP://PEADPORTFOLIO164277.BLOGSPOT.COM/ MOSTRA QUE HOUVE BASTANTE POSTAGENS DURANTE OS MESES DO SEMESTRE E A SUA AUTORA TROUXE PARA CONTRIBUIÇÕES ARTIGOS RELACIONADOS ÀS ATIVIDADES DO PEAD, ONDE TAMBÉM FAZ REFERENCIA AOS TEXTOS E AOS AUTORES INDICADOS PARA A LEITURA, SENDO TAMBÉM UM BLOG QUE REFLETE AS APRENDIZAGENS DURANTE O CURSO DE PEDAGOGIA.
REFLETIR SOBRE NOSSAS APRENDIZAGENS DURANTE ESTE SEMESTRE DO CURSO E NO DECORRER DO MESMO, PENSO SER A PROPOSTA DO SEMINÁRIO INTEGRADOR, POIS POR PORTIFOLIO PODEMOS REFLETIR SOBRE A TEORIA E A PRATICA, PRINCIPALMENTE PORQUE O PEAD É UM CURSO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO QUE JÁ ESTÃO ATUANDO NA AREA, E AÍ ESTÁ UM DOS SEUS GRANDES DIFERENCIAIS.
PARA MIM O PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS PODE SER DEFINIDO COMO MAIS UMA FERRAMENTA EDUCACIONAL, ONDE EU POSSO IR COLOCANDO MINHAS APRENDIZAGENS, SOCIALIZANDO-AS COM OUTRAS PESSOAS E TAMBÉM AVALIANDO MINHAS APRENDIZAGENS.
O PORTFÓLIO É UM ESPAÇO QUE PERMITE A REFLEXÃO DA APRENDIZAGEM DE UMA FORMA CONSTANTE, UMA AVALIAÇÃO PERMANENTE DOS FAZERES E PENSAR.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A criança negra na escola

A criança negra na escola

Foi-nos proposto que na interdisciplina de Questões etnico-raciais na educação:sociologia e história realizassemos entrevistas com educandos negros e refletissemos sobre sua auto-imagem e sua auto-estima.
Realizei esta atividade em uma das escolas que trabalho e através dela percebi o quanto deixamos de perceber o que ocorre ao nosso entorno, como deixamos pré-conceitos rondar este espaço de uma forma oculta e também muitas vezes explicitamente.
Realizar estas entrevistas foi muito importante inclusive para me encontrar no meio deste espaço escolar que a cada momento, questiono-me intensamente sobre o que vem debatendo se não a vida de cada sujeito que ali esta.Minha primeira sensação foi de que o que fiz em todo este tempo na escola que não percebi o quão baixa pode estar a auto-estima das crianças negras que nas minhas turmas já estiveram?O que fiz para mudar isto?Em algum momento, inconscientemente ou despreparadamente para debater sobre o tema deixei que isto ocorresse de uma forma oculta no dia a dia da sala de aula?Qual deve ser a minha ação frente a toda a escola e no meu dia a dia para modificar isto?
Abaixo transcrevo as entrevistas, que tinham como questionamento "Como você se sente sendo um aluno negro nesta escola?”
Entrevistado 1
Nome fictício: Carlos
Gênero: Masculino
Idade: 12 anos
Resposta frente a questão: “ Me sinto bem.Meu pai é da ONG Anastácia e na nossa casa sempre falamos sobre o valor que devemos dar a nossos antepassados.Então, né, sora ou não deixo ninguém me “zomba”, eu vejo uns amigos que são chamados de muitas coisas, até aqui na escola, mas eu não deixo não! Meu pai sempre diz que eu preciso me valorizar e não deixar que ninguém me trate mal, nem as professoras.Uma vez ele veio aqui na escola, quando eu tava na primeira série e que um colega, o João,da 34, sabe?O João disse que eu era negro fedido, porque eu não quis dar minha merenda pra ele.Aí meu pai veio aqui e falou pra professora e pra diretora que elas deviam conversar com a mãe do João, porque eles não tavam educando bem o filho deles e que eu era negro sim e nós tínhamos muito orgulho disso,mas acho que elas não fizeram nada, não.Sei lá, não lembro o que deu depois.Mas é isso!Eu me sinto bem sendo negro, tenho orgulho da minha raça, que é forte e guerreira!”

Entrevistado 2
Nome fictício: Leonardo
Gênero: Masculino
Idade: 13 anos
Resposta frente a questão: “Eu não queria ser negro!É difícil, todo mundo fica tirando uma com a tua cara!falam um monte de coisas, como negão!preto!macaco!Na minha sala então!E até na hora do recreio, todo mundo fala!As vezes eu quero bater neles,mas sei que a minha mãe ia me matar se eu brigar na escola, então fico quieto!Só aquele dia, no ano passado, na festa que teve aqui, que eu briguei com o guri da 5ª série, porque ele me chamou de criolo e me empurrou, aí tive que bater nele, se não todo mundo ia achar que pode me chamar disso! Deu?Não quero mais falar disso!”

Entrevistada 3:
Nome fictício: Sabrina
Gênero: Feminino
Idade: 12 anos
Resposta frente a questão: “ Não sei professora!As vezes eu gosto e as vezes não!É, mas acho que mais não gosto, do que gosto!Meu cabelo!Nossa, tu nem sabe tenho que ficar umas mil horas antes de sair arrumando esse cabelo aqui.E depois ainda encher de creme!E as gurias mais bonitas sempre são as outras e não eu!E tu sabe, né prof que aqui na escola tem poucos negros, então eles (se referia aos meninos da escola) vão sempre olhar pra elas, achar elas mais bonitas.Minha mãe diz que é bobagem que hoje negro fica com branco e branco fica com negra.Igual os jogador de futebol, sabe? Mas eu não gosto não, é, não gosto de ser negra, queria ser branca, bem branquinha.”
Esta foi uma das aprendizagens mais significativas para mim nesta interdisciplina, pois me fez refletir como coloquei acima acerca da minha ação enquanto educadora frente às questões etnico-raciais.Me fez perceber que devemos ampliar o debate e além de tudo nos colocarmos também como frente de discussão para modificarmos estas atitudes como Leonardo mostra que muitas vezes são por nós educadoras vistas apenas como desentendimentos de educandos, mas o que aí se apresenta é o reflexão da ação da sociedade durante toda a história para com os afro-descendentes.

sexta-feira, 8 de maio de 2009



Aprendizagens

Na interdisciplina de psicologia II foi nos proposto que colocassemos sobre uma aprendizagem por nós construida e eu decidi falar sobre as TICs e gostaria de compartilhar este trabalho aqui no Portifólio de Aprendizagens.

Nas muitas aprendizagens que permeiam o meu crescimento enquanto graduanda da UFRGS e enquanto pessoa, gostaria neste trabalho de destacar os conhecimentos que adquiri a cerca das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), e em especial o trabalho com BLOGS.
Em 2006, ao surgir o desafio de trabalhar com as tecnologias para dar continuidade a minha formação, e em especial para a minha formação acadêmica, senti-me desafiada, afinal era algo novo que se apresentava.
As TICs podem ser definidas como :
tecnologias e instrumentos usados para compartilhar, distribuir e reunir informação, bem como para comunicar-se umas com as outras, individualmente ou em grupo, mediante o uso de computadores e redes de computadores interconectados.
Iniciar o uso das tecnologias para a formação acadêmica não foi de imediato fácil, tive que buscar auxilio com os professores e professoras e também com os colegas de curso, além de utilizar a rede de internet para ampliar os conhecimentos.
Dentre estas aprendizagens, a linguagem HTML, que significa Linguagem de Marcação de Hipertexto, e é utilizada na criação de BLOGS, foi o mais fascinante, pois além de eu escrever minhas aprendizagens, tive que compreender como utilizá-la, para organizá-lo e criá-lo.
Essa aprendizagem como coloquei não se deram sozinha, foi necessário esta rede de consultas, pois o que não foi compartilhado com outras pessoas, foi adquirido através de muitos outros espaços.
Eu já tinha o contato com o computador, porém o utilizava de uma maneira, que a maioria ainda o usa, para digitação, para divertimento e pesquisa na internet. Perceber que existem outras linguagens por detrás deste “uso comum”, abriu-me um mundo de possibilidades, tanto que após o uso de BLOGS me arrisquei a construir um web site, utilizando-me das aprendizagens adquiridas.
Neste BLOG consegui inserir marcadores, relógios, links, uma infinidade de recursos que antes tão pouco me chamavam atenção, e isto só foi possível com esta aprendizagem e hoje é possível no mundo todo as pessoas acessarem meus pensamentos, minhas idéias, além de estar na educação à distância, num sistema de avaliação, de compartilhamento com o uso das TICs.

fonte imagem: esperimentodoc20.blogspot.com